domingo, 10 de junho de 2012

Charlie Sheen by Rolling Stone


























Charlie Sheen está de volta! Para já, apenas na capa da Rolling Stone, concretizando-se assim um dos sonhos do actor, como ele confessa no «making off» da sessão com a fotógrafa Peggy Sirota.

Em breve o enfant terrible de Hollywood regressará aos ecrãs numa nova série da Fox, com um título prometedor: Anger Management. Mas não se pense que ele se reabilitou...  Sheen deixa isso bem claro nesta entrevista, confirmando que não imagina a vida sem miúdas, álcool e rock n' roll:

«I don't see what's wrong with a few drinks. What's your drink? Tequila? Mine's vodka. Straight, because I've always said that ice is for injuries, ha ha.»

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A capa da semana


É a pergunta que se impõe... e com a queda anunciada de Espanha, será que ainda vamos a tempo?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Leitura da semana

























A Time parece ter-lhe tomado o gosto: aí está mais uma capa que nos faz parar nas bancas e dar um passo atrás para ir ver do que se trata... O tema não é fácil de abordar mas é, sem dúvida, um debate premente. Como deveríamos morrer? Quem garante a nossa dignidade, nos momentos finais? Quem honra os nossos últimos desejos? A revista faz luz sobre as trevas, através do calvário pessoal do jornalista Joe Klein, que perdeu o pai e a mãe recentemente, revelando também como se multiplicam os exames desnecessários em doentes moribundos - tudo em nome do grande negócio que é a saúde nos EUA.

domingo, 27 de maio de 2012

Lisbon, by New York Times


O jornalista Frank Bruni conta como se apaixonou, inesperadamente, pela nossa capital, menina e moça: How I Fell for Lisbon é o destaque desta semana do suplemento Travel, na edição deste domingo, no New York Times:

I didn’t expect romance, but this city had other ideas. No must-see list or hard-fought reservations. It lets you in.
(...)
WE meet the places we wind up loving much the way we meet the people we fall for: on purpose and accidentally; at precisely the right moment and exactly the wrong time.
(...)
We didn’t plot a route. We intuited one. So the beauty we encountered was serendipitous: the mosaics of black and white stone with which so many of the sidewalks, esplanades and plazas are paved; the tiles — yellow, green, white — with which so many of the buildings are faced. Mosaics like these I’d seen elsewhere, though they had a special dominance and whimsy here. But tiles like these, used this way, were a revelation. It was as if Lisbon wore a set of jewels that other cities didn’t bother to.
We climbed higher. And higher. And soon two colors took precedence over the others: the red of the roofs, terraced on the hillsides below us; and the blue of the Tagus River and the harbor, flashes of which entered and exited our field of vision depending on where we were standing. A major port in a country with a rich and proud seafaring history, Lisbon has a connection to the ocean — the Tagus meets the Atlantic only a dozen or so miles away — that is essential, intimate and palpable. It’s one of those places that’s not just on the water but of the water.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Abandonando o Facebookistão


O jornalista Steve Coll, especialista em temas de segurança, serviços secretos e terrorismo, assina esta semana na New Yorker um artigo muito interessante sobre as «leis» que regem o mundo do Facebook.
Coll fala do marketing «terrorista» e das regras ditatoriais, comparando o controlo da rede social sobre os utilizadores ao que o partido comunista chinês exerce sobre os seus militantes. E essa, entre outras, é uma das razões porque decidiu abandoná-lo. O que, acabou por descobrir, também não é assim tão fácil...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Capa da Semana


A mais recente edição da Time está a gerar um intenso debate. O tema é especialmente controverso nos Estados Unidos, onde a amamentação em público (mesmo a um recém-nascido) é mal vista... Neste caso, a revista optou por colocar na capa uma mãe amamentado uma criança de três anos, para ilustrar o tema principal desta edição, onde se discute a opção pela amamentação prolongada e as teorias do polémico pediatra William Sears, que defende uma maior proximidade entre mães e filhos. O médico bate-se pela promoção do que designou de attachment parenting e que passará não só por dar mama até mais tarde como também por deixar as crianças dormirem na cama dos pais, por exemplo.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

As Melhores Revistas do Ano


A Time foi hoje eleita, uma vez mais, a Melhor Revista do Ano, nos National Magazine Awards, atribuídos pela American Society of Magazine Editors, batendo as finalistas Esquire, Popular Mechanics, New Yorker e New York.

A influente sociedade de editores norte-americana escolheu também as melhores capas do ano que passou. A grande vencedora foi a revista New York, com uma capa inspirada no famoso nu de Demi Moore grávida (por Annie Leibovitz, para a Vanity Fair), retratando a maternidade depois dos 50 anos:


Eis algumas das outras justas vencedoras:






terça-feira, 10 de abril de 2012

Casada aos 10, divorciada aos 13


A menina da foto tem 13 anos. Chama-se Nujood Ali. Não conseguiu evitar o casamento forçado aos 10 anos mas, com grande coragem, dois meses depois da cerimónia tribal, conseguiu fugir ao seu marido e apanhou um táxi para o tribunal de Saana, a capital do Iémen. A sua história comoveu o mundo em 2008 e hoje, depois de uma longa batalha judicial, com o apoio de organizações de defesa dos direitos das mulheres, Nujood já é divorciada. Está finalmente livre.
O mesmo não podem dizer os 51 milhões de mulheres forçadas a casar com menos de 18 anos que ainda existem em todo o mundo. A fotógrafa Stephanie Sinclair dedicou ou últimos oito anos a documentar esta realidade e parte do seu trabalho foi publicado na National Geographic e no site do Centro Pulitzer, que lhe concedeu uma bolsa. O seu trabalho foi esta semana nomeado finalista nos National Magazine Awards, nas categorias de Notícia e Fotografia Documental.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Escravos


Esta semana destaco uma grande reportagem publicada no site da CNN, sobre a escravatura na Mauritânia, Slavery's last stronghold: calcula-se que 10 a 20% da população ainda viva sob as ordens de um dono. Este é um dos mais interessantes exemplos que já vi de narrativas digitais, uma nova forma de contar histórias multimédia (para ver/ler em tablets ou em pc's), combinando de forma muito equilibrada e apelativa os textos, fotografias e vídeos. (Obrigada, Pedro Monteiro!)

terça-feira, 27 de março de 2012

Newsweek - Nº especial Mad Men


A quinta temporada de Mad Men estreou ontem nos Estados Unidos (finalmente!), com um episódio especial de duas horas. Enquanto nos roemos de inveja deste lado do Atlântico, vale a pena procurar nas bancas o número especial da Newsweek, totalmente inspirado no ambiente da série (à venda em Portugal desde segunda-feira, 26).
«Bem-vindos a 1965», começam por nos avisar. Da primeira à última página, não há uma linha desta revista que não siga o design daquela época. Os temas surgem também quase todos ligados à temática da série. Por exemplo, quem são os Don Draper's de hoje? Ou o assunto principal, brilhantemente escrito por Eleanor Clift, que começou a sua carreira no Washington Post, nos anos 60, como... secretária. A jornalista leva-nos ao set de gravações de Mad Men e cruza as histórias da série com as memórias que guarda dos tempos em que iniciou a sua carreira num grande escritório norte-americano. As reuniões tinham sempre «bar aberto»? A sociedade era assim tão machista? E fumavam mesmo todos? Sim, sim e sim.
Há muito mais para descobrir nesta edição. Nem sequer falta um artigo a explicar-nos como fazer o martini perfeitoAté os anunciantes entraram no jogo e alguns bem poderiam ter sido idealizados por Don Draper... não acham?
Boas leituras!







sexta-feira, 23 de março de 2012

O dia de uma fotojornalista portuguesa, em dia de greve geral

(Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)

O Guardian publica hoje uma interessante foto-reportagem: A day in the life of a photojournalist inLisbon.

São oito fotografias de Patrícia de Melo Moreira, da Agência France Press, que retratam o ambiente da greve geral na cidade de Lisboa, terminando com o momento em que ela própria se transformou em notícia, ao ser agredida por um polícia.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Perfil de um terrorista




De Mohamed Merah, o homem que matou sete pessoas em Toulouse, incluindo três crianças à porta de uma escola judaica, sabe-se pouco. Cidadão francês de origem argelina, tinha 23 anos e descrevia-se a si próprio como um jihadista desde que regressara do Paquistão e do Afeganistão, onde esteve em 2010 e 2011, em campos de treino de radicais islâmicos.

Como se transformou nesta máquina assassina, capaz de abater três crianças em poucos segundos, com tiros na cabeça, sem pestanejar? De onde vinha tanto ódio? Os jornais franceses, como o Libération, que o descreve como «um tipo taciturno», e o Le Fígaro, que o classifica como «o fanático que os vizinhos consideravam calmo e gentil», procuram traçar o perfil deste homem que foi hoje abatido pelas autoridades policiais francesas, depois de ter estado cercado durante 30 horas.

sábado, 17 de março de 2012

Revistas, revistas, revistas...





























Nas últimas semanas não fiz outra coisa senão escrever, para cumprir o prazo de entrega de um livro. Agora é chegado o tempo de celebrar - e de pôr as leituras em dia. Estas dez revistas, todas deste mês, estão ali a chamar por mim...

sexta-feira, 16 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Leitura da semana


O New York Times publica hoje um artigo do fotógrafo Tyler Hicks, que entrou clandestinamente na Síria, no início de Fevereiro, com o jornalista de guerra Anthony Shadid. Durante uma semana viveram debaixo de fogo, procurando saber como resiste o exército de libertação da Síria.
No dia em que decidiram abandonar o país, e a apenas 45 minutos da fronteira, Shadid teve um violento ataque de asma alérgica, provocado pelo contacto com os cavalos dos traficantes que os guiavam pelos trilhos «seguros» do país. Apesar dos esforços de Tyler Hicks, que fez manobras de reanimação ao amigo durante meia-hora, a vida de Shadid terminava ali, aos 43 anos, nas montanhas da Síria. A sua mulher e o filho de dois anos estavam à sua espera, na Turquia.
Shadid sobreviveu à guerra do Iraque (cuja cobertura lhe valeu dois Pulitzers, em 2004 e 2010), a um ferimento de bala na Palestina, a um rapto na Líbia. Morreu traído por um inimigo aparentemente menor, que não deveria ter menosprezado, sem conseguir escrever a reportagem desses dias. Os seus blocos ficaram cheios de notas indecifráveis - pelo menos à luz de outros olhos que não os seus.
Em sua honra, Hicks decidiu fazer algo que nunca antes tentara: escrever. Este é o seu impressionante testemunho.

Bearing Witness in Syria: A War Reporter’s Last Days


It was damp and cold as Anthony Shadid and I crossed in darkness over the barbed-wire fence that separated Turkey from Syria last month. We were also crossing from peace into war, into the bloodiest conflict of the Arab Spring, exploding just up the rocky and sparsely wooded mountain we had to climb once inside.
The smugglers waiting for us had horses, though we learned they were not for us. They were to carry ammunition and supplies to the Free Syrian Army.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Uma crítica sem palavras



Sem palavras. Mesmo. Vejam só esta crítica maravilhosa da New Yorker ao fillme do ano, O Artista.
Clap, clap, clap!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Jornal Público espanhol acaba


Esta foi a última manchete do jornal Público espanhol. Criado em 2007, publicou ontem a sua derradeira edição em papel. Para já, o projecto online mantém-se, embora ainda não seja claro se terá viabilidade.
Aqui podem ver-se as melhores páginas do jornal que, quando nasceu, tinha a ambição de concorrer com o El País, roubando-lhe os leitores mais jovens, mais irreverentes e mais à esquerda. Dizia-se então que a publicação estaria 'colada' ao PSOE e que surgia exactamente pelo descontentamento do partido com as crescentes críticas do El País aos socialistas (que então governavam). Instrumentalizado ou não, o jornal acaba poucos meses depois do PSOE ter perdido as eleições... Coincidência?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A última reportagem



A jornalista Marie Colvin, que ontem foi morta na Síria, já tinha perdido a visão no olho esquerdo quando cobria a guerra civil no Sri Lanka, em 2001. Os estilhaços do rebentamento dessa bomba não a assustaram ao ponto de desistir de fazer aquilo que mais amava: ser testemunha, em tempo real, dos conflitos que moldam o nosso mundo. Por duas vezes foi eleita Enviada Especial do Ano, nos British Press Awards, por duas vezes também ganhou o Prémio Coragem, da International Women's Media Foundation.
Especializou-se no Médio Oriente mas correu para países como a Chechénia, o Kosovo ou a Serra Leoa quando outros tudo dariam para de lá sair. Entrou também em Timor-Leste, em 1999, quando a Indonésia ainda espalhava o terror pelas ruas de Díli. No ano passado passou meses na Líbia, conseguindo a primeira entrevista de Kadafi, no auge da revolução.
Aqui pode ler-se uma selecção de trabalhos de Marie, que assinava no Sunday Times desde 1985.
Esta foi a sua última história, enviada para Londres depois de entrar ilegalmente na Síria, na traseira de uma pequena motorizada, e de se ter juntado aos combatentes que desafiam o regime, em Homs.
Ao lado de Marie Colvin morreu o fotojornalista Rémi Ochlik, com quem também se tinha cruzado na Líbia (esse trabalho acabara de valer-lhe o prémio na categoria Notícias do World Press Photo 2012).


‘We live in fear of a massacre'

Marie Colvin was the only British journalist reporting from inside the besieged Syrian enclave of Baba Amr. This is her final report

Marie Colvin in Homs

They call it the widows’ basement. Crammed amid makeshift beds and scattered belongings are frightened women and children trapped in the horror of Homs, the Syrian city shaken by two weeks of relentless bombardment.
Among the 300 huddling in this wood factory cellar in the besieged district of Baba Amr is 20-year-old Noor, who lost her husband and her home to the shells and rockets.
“Our house was hit by a rocket so 17 of us were staying in one room,” she recalls as Mimi, her three-year-old daughter, and Mohamed, her five-year-old son, cling to her abaya.
“We had had nothing but sugar and water for two days and my husband went to try to find food.” It was the last time she saw Maziad, 30, who had worked in a mobile phone repair shop. “He was torn to pieces by a mortar shell.”
For Noor, it was a double tragedy. Adnan, her 27-year-old brother, was killed at Maziad’s side.
Everyone in the cellar has a similar story of hardship or death. The refuge was chosen because it is one of the few basements in Baba Amr. Foam mattresses are piled against the walls and the children have not seen the light of day since the siege began on February 4. Most families fled their homes with only the clothes on their backs.
The city is running perilously short of supplies and the only food here is rice, tea and some tins of tuna delivered by a local sheikh who looted them from a bombed-out supermarket.
A baby born in the basement last week looked as shellshocked as her mother, Fatima, 19, who fled there when her family’s single-storey house was obliterated. “We survived by a miracle,” she whispers. Fatima is so traumatised that she cannot breastfeed, so the baby has been fed only sugar and water; there is no formula milk.
Fatima may or may not be a widow. Her husband, a shepherd, was in the countryside when the siege started with a ferocious barrage and she has heard no word of him since.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Reencontro



O fotógrafo Samuel Aranda está de regresso ao Iémen para cobrir as eleições presidenciais da próxima semana e conheceu os protagonistas da imagem que lhe valeu este ano o World Press Photo. O ferido que se abandonava, fragilizado, no colo de uma mulher, é Zayed Al-Qaws, de 18 anos. Quem o amparava era a sua mãe, Fátima.
Quando Aranda fez a fotografia, a 15 de Outubro, numa mesquita transformada num caótico hospital, não teve oportunidade de falar com os feridos ou pedir os seus nomes. Mas, depois de se reconhecerem na fotografia que mereceu o mais importante prémio internacional, a família falou à imprensa local e Aranda decidiu procurá-los. E assim ficou a saber que Zayed esteve em coma nos dois dias seguintes ao seu encontro fugaz, e que, depois de um mês acamado, o rapaz voltou à luta, para ser ferido mais duas vezes.
A história deste reencontro é hoje partilhada com o mundo através do Lens, do New York Times.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pay it forward


Hoje, no New York Times, uma história comovente que é também um poderoso testemunho do poder do altruísmo. Aqui se conta como, a partir da doação desinteressada de um homem, se sucederam 60 transplantes renais, todos entre desconhecidos.
Rick Ruzzamenti mudou toda a sua vida no ano passado, num impulso: trocou o catolicismo pelo budismo, casou com uma mulher vietnamita que acabara de conhecer e decidiu, sem mais, doar um dos seus rins a quem dele necessitasse. O seu exemplo inspirou outros e a Cadeia 124, como foi baptizada pela organização sem fins lucrativos National Kidney Registry, exigiu uma extraordinária coordenação de centenas de pessoas, ao longo de quatro meses, envolvendo as equipas de 17 hospitais em 11 Estados diferentes da América.
Até hoje, estas 60 pessoas (30 doadores e 30 receptores) nunca se tinham conhecido, em virtude das regras que impõem o anonimato a quem entra no programa de transplantes norte-americano. Mas esta história era tão fabulosa que foi solicitada a abertura de uma excepção, pedindo aos envolvidos que se deixassem identificar para este artigo do Times. E foi no jornal impresso de domingo que todos viram, pela primeira vez, o rosto de quem lhes salvou a vida.