«The assault on Gaza, no matter how it ends, will not ease the Jewish state's existential anxiety. Peace, not war, is its only hope.»Para ler na edição da Time que chega hoje às bancas.
«The assault on Gaza, no matter how it ends, will not ease the Jewish state's existential anxiety. Peace, not war, is its only hope.»
O fotógrafo José Cendon e o jornalista Colin Freeman, fotografados hoje, pouco depois da sua libertação. Foto: Reuters / Abdiqani Hassan Mahamud
Começou a ofensiva terrestre do exército israelita sobre a Faixa de Gaza. A primeira notícia no Jerusalem Post descreve os primeiros combates, cara a cara, de israelitas e palestinianos. O ministro da defesa israelita fez uma comunicação ao país pedindo que se preparem para uma guerra longa e difícil.
Sexta-feira, 2 de Janeiro, Gaza: Funeral de Nizar Rayyan, nº 3 do Hamas, e das suas duas mulheres e quatro filhos, mortos na sequência de um ataque aéreo israelita Foto: Ashraf Amra/Associated Press
O destino do mundo está, na verdade, nas mãos de poucas pessoas. A Newsweek publica no primeiro número de Janeiro um ensaio interessante sobre o poder e elege as 50 figuras mais influentes do planeta, designando-as como «A Nova Elite Global». Os três primeiros lugares foram atribuídos a políticos: o lugar cimeiro é de Barack Obama, o segundo pertence ao presidente chinês Hu Jintao e, em terceiro lugar, surge a surpresa francesa: Nicolas Sarkosy. A meio da tabela merecem destaque Lula da Silva, Vladimir Putin e o Dalai Lama. E, apesar de surgirem na parte final da lista, também Osama Bin Laden e Hassan Nasrallah não são esquecidos...
Os bombardeamentos da aviação israelita prosseguiram hoje em Gaza. Desde sexta-feira terão morrido mais de 300 pessoas. Esta incursão militar, ainda sem fim à vista, é já a mais sangrenta na região desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Segundo o Jerusalem Post, o governo israelita convocou hoje mais 4 500 reservistas para se juntarem às tropas estacionadas na fronteira com Gaza, indicando que uma incursão terrestre para «esmagar» o Hamas poderá avançar nos próximos dias.
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Tal como se esperava, Barack Obama é a Personalidade do Ano da revista Time. Esta é a capa da revista que estará à venda nas bancas, a partir de amanhã: reproduz a obra do street artist Frank Shepard Fairey, um skater que viu a sua criação saltar da internet para milhões de t-shirts, cartazes, autocolantes e panfletos, durante a campanha presidencial. O cartaz que desenhou originalmente, intitulado HOPE, já tinha sido escolhido pelo mayor de Chicago para os banners que encheram a cidade, celebrando a vitória de Obama. Com a escolha da Time, a obra de Fairey conquista, em definitivo, o estatuto de imagem-ícone da campanha presidencial de 2008.
É sempre assim no fim do ano: balanços e mais balanços. Mas a Time, que se prepara para anunciar a Personalidade de 2008 (como se ainda houvesse espaço para algum suspense...), surpreende esta semana com um número com 50 diferentes top 10 do ano. Estão lá as 10 maiores gaffes políticas, as 10 melhores ideias ecológicas, as 10 melhores fotografias, músicas, livros, filmes, séries de televisão, gadgets... e até as melhores capas de revista do ano. Eu fico dividida entre a New Yorker e a Rolling Stone... confesso que só me apetecia pendurá-las na parede de casa quando as comprei. Depois passou-me, claro.
Um jornalista da televisão Al Baghdadia atirou os seus sapatos a George W. Bush durante uma conferência de imprensa, no final da visita surpresa que o Presidente dos EUA hoje fez à capital iraquiana. Atirar os sapatos é, na cultura árabe, um grande insulto.
«Vai-te embora, cão» terão sido as primeiras palavras do jornalista, quando ainda descalçava o segundo sapato... Bush ficou incomodado com o incidente mas, ao ser questionado pelos jornalistas, tentou ter piada: «Tudo o que vos posso dizer sobre os sapatos é que eram do tamanho 10».
Os Buraka Som Sistema captaram, definitivamente, a atenção da imprensa internacional. O «kuduro progressivo» da banda luso-angolana, nascida na Buraca, Amadora, merece hoje nota máxima no blogue Radar, do jornal espanhol El Mundo: «se há um som que defina o gueto, hoje em dia, tem de ser muito parecido com isto.» A propósito do lançamento do novo álbum, Black Diamond, também o britânico The Independent destacou o trabalho do grupo, na semana passada: «ao ouvi-los, só vai querer despir-se e dançar.»
O fotógrafo espanhol José Cendón e o jornalista britânico Collin Freeman continuam desaparecidos. Foram raptados a 27 de Novembro, na Somália, quando realizavam uma reportagem para o Daily Telegraph sobre os grupos de piratas que espalham o terror naquele país. Como escreve hoje Enric González no El Pais, o mundo habitou-se a não questionar o que tem à sua frente (seja no prato ou no jornal...) e esquece facilmente «o processo»: o que foi preciso para eu receber isto desta forma? Que caminhos, que desvios, que riscos, que escolhas foram feitas?