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sexta-feira, 14 de maio de 2010

«Garzón, amigo, o povo está contigo!»


O juiz Baltazar Garzón foi hoje suspenso de funções. Os grupos de extrema-direita venceram, conseguindo que o Supremo Tribunal o colocasse no banco dos réus, acusado de «prevaricação» por se ter considerado competente para investigar os crimes do regime de Franco.
O juiz, que ficou famoso pela emissão de uma ordem de prisão contra o ditador Augusto Pinochet e pela condução de grandes investigações contra a ETA, os GAL ou a Al-Qaeda, entende que os crimes praticados durante o franquismo se tratam de «crimes contra a Humanidade» e, logo, nunca prescreveram - nem mesmo à luz da lei da amnistia aprovada pelo governo espanhol em 1977.
O El País dedica uma página online ao caso, onde se pode ver a gravação vídeo do momento em que o super-juiz abandonou a Audiência Nacional. De lágrimas nos olhos, sendo abraçado por funcionários judiciais, e ouvindo um grupo de populares gritar: «Garzón, amigo, o povo está contigo!»