quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

never ending story

Dois homens rezam em frente às ruínas do Ministério da Justiça

Os F-16 israelitas voltaram a cruzar os céus da Faixa de Gaza, fazendo tremer a terra à sua passagem, a velocidades próximas da barreira do som. Os palestinianos dizem-me que os militares hebraicos estão a lançar «bombas supersónicas». Posso apenas garantir que o som é em tudo semelhante ao de uma gigantesca explosão e que, por breves segundos, senti o mundo a fugir-me debaixo dos pés.

Voltaram a ouvir-se tiros, em várias partes do território. Em Gaza, são claramente disparos de kalashnikov, sons metálicos, espaçados no tempo, a quem ninguém parece dar grande importância. Paro na rua para tentar perceber de onde chegam os sons e reparo que, à minha volta, ninguém abranda o passo. Entram e saem das lojas, como se nada fosse. Os tiroteios há muito que fazem parte da banda sonora das suas vidas.

Na região norte da Faixa de Gaza, junto à fronteira de Erez, volto a ouvir disparos, desta vez em rajada. Provavelmente de militares israelitas contra os militantes palestinianos, que terão lançado, segundo Telavive, mais 8 rockets contra o sul do Estado hebraico.

Na terça-feira de manhã tudo ganha uma nova dimensão, com a explosão junto do posto fronteiriço de Kissufim, a Sul. Um soldado israelita morreu e outros três ficaram feridos. Um agricultor palestiniano também morreu, segundo os médicos do hospital de Shifa, na cidade de Gaza. O Exército israelita confirma que os seus helicópteros voltaram a atacar posições de combatentes do Hamas, nesta região, e os F-16 bombardearam, já na quarta-feira, a «zona dos túneis», junto à fronteira do Egipto.

O cessar-fogo decretado pelas partes terminou no domingo passado. As conversações no Cairo, para alcançar um acordo de tréguas, continuam num impasse. E as armas parecem querer voltar a falar mais alto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

mais um dia em gaza

Na manhã de domingo, nas últimas horas do cessar-fogo provisório declarado pelo Hamas e num dia decisivo para as conversações no Cairo, com vista à consolidação das tréguas com Israel, todos os palestinianos parecem ter saído à rua.

No centro da cidade de Gaza, há polícias e militares do Hamas em cada esquina, controlando os movimentos de quem passa. Junto às mesquitas destruídas, os homens entendem tapetes e rezam ali mesmo, no sopé dos escombros. Parece haver mais carroças do que carros nas avenidas principais – a gasolina é um bem raro e custa agora cerca de €2,5 por litro – e os burros esqueléticos galopam a custo, arrastando o peso dos legumes que carregam: cenouras, tomates, couves, laranjas. Hoje é o dia mais forte do mercado e os comerciantes erguem as mãos aos céus, agradecendo o regresso dos clientes.

Mas nem todos têm o que vender. Os talhos abriram com as montras vazias, uma ou duas galinhas a enregelar de solidão, uma perna de borrego pendurada numa porta. Não é possível comer um bife nem no restaurante do melhor hotel da cidade, o Aldeira. «Desculpe, mas não há peixe nem carne… só frango.»
Vêem-se centenas de mulheres de burqa, negras da cabeça aos pés, escolhendo víveres para reabastecer a dispensa. É rara a pessoa que se avista que não tenha, pelo menos, um saco de compras na mão. Depois de 22 dias de guerra, com o comércio quase todo fechado, muitas famílias passaram fome, todas viveram grandes dificuldades.


Hoje compraram o que puderam, conhecendo como ninguém a fragilidade de um cessar-fogo nesta zona do globo. E, enquanto regateavam o preço de 5 quilos de tomate (€4) ou bebericavam um sumo de alfarroba (5 cêntimos) na esquina da principal avenida, a Omar Mukthar, espalhava-se o rumor de que as crianças tinham sido enviadas para casa mais cedo, que os bancos fecharam antes de tempo e que a população da fronteira de Rafah havia sido evacuada porque as conversações entre o Hamas e Israel estavam terminadas – sem qualquer acordo.

Afinal, as negociações prosseguem na segunda-feira e os negociadores egípcios mantêm que será possível encontrar uma solução que devolva a palestinianos e israelitas alguma paz e normalidade ao seu dia-a-dia. A ver vamos. Ou, como tanto se repete por aqui, inshallah.
(Post originalmente publicado no site da revista Visão)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Welcome to Gaza


Cheguei a Gaza na sexta-feira de manhã. Em reportagem é impossível ter tempo para ler a imprensa internacional ou para actualizar blogs... por isso, desculpem a escassez de posts. além disso, a rede aqui é inconstante, ter acesso à Internet é um verdadeiro luxo.
Tirei esta fotografia assim que entrei na cidade de Gaza, é o que resta da esquadra central de polícia. Publiquei um slideshow no site da Visão e a crónica que aqui vos deixo. Até já.

São 5 da manhã em Jerusalém e o silêncio que reina na parte oriental da cidade é quebrado pelos cânticos do muezzin, chamando os fiéis para a primeira reza do dia. O sol está prestes a nascer e a minha viagem para sul, em direcção à fronteira com Gaza, quase a começar.

O percurso de carro dura uma hora e meia e, ao longo do caminho, vários camiões carregando tanques e outro material militar seguem na direcção contrária – um bom sinal. A retirada israelita da Faixa de Gaza, concretizada no dia anterior, levou o governo hebraico a rever a sua posição em relação à entrada de jornalistas internacionais no território palestiniano e, pela primeira vez desde o início da guerra, a 27 de Dezembro, prometem abrir a fronteira de Erez a todos os repórteres que desejem viajar até Gaza.

Depois da acreditação junto do governo e assinadas duas declarações aceitando todas as consequências do que me possa acontecer, estou finalmente de passaporte na mão, numa fila com mais de 50 jornalistas. São sete e meia da manhã. Um cartaz avisa que a fronteira só está aberta até à 1h da tarde e que no sábado encerrará todo o dia. «E domingo, está aberta?», pergunta uma jornalista francesa a um militar. «Acho que sim», foi a resposta seca. O horário «normal» seria das 8 às 16h mas, neste local, a normalidade, tal como a entendemos, deixou de existir à muito. Aqui é normal, por exemplo, a fronteira ficar fechada durante semanas a fio.

Com o carimbar do meu passaporte sinto uma sensação de alívio e, simultaneamente, de apreensão. Neste momento, sei apenas que posso entrar – mas não tenho a certeza se, quando o desejar, conseguirei sair.

O edifício do posto fronteiriço de Erez alterou-se profundamente desde a minha primeira viagem a Gaza, no ano 2000. Hoje tem uma dimensão gigantesca e é muito semelhante ao de um moderno aeroporto. Depois do controlo de passaportes, sigo por um corredor até desembocar na chamada «terra de ninguém»: um túnel desmazelado, com grades e toldos esfarrapados que me deveriam guiar até posto palestiniano. Mas, no final do caminho, encontro apenas ruínas. As bombas também não pouparam estes primeiros centímetros de terra palestiniana.

Volto a guardar o passaporte no bolso – não avisto vivalma a quem o mostrar – e sigo a pé por uma estrada de terra batida. Durante dois quilómetros, vejo apenas jornalistas, que percorrem o mesmo caminho que eu, arrastando malas de viagem, câmaras de televisão, sacos com coletes à prova de bala. Até onde a vista alcança, só se vêem escombros. Todas as casas que aqui existiam foram arrasadas.

No final do caminho, uma pequena cancela marca o início da Faixa de Gaza. Uns vinte taxistas esperam sorridentes do outro lado, antevendo negócio. Pedem quantias exorbitantes pelo transporte até à cidade de Gaza, a meia hora de distância. Felizmente, já tenho Abdul à espera, contratado previamente por um quarto do preço para me guiar, toda a manhã, pela zona norte do território.
Decidimos começar por visitar Salatin, uma das localidades mais castigadas pelos bombardeamentos. Mas não percorremos mais de uma centena de metros. Num check-point com militares do Hamas, de kalashnikovs a tira colo e pistolas a saltar dos coldres, fazem-nos sinal para parar. Um deles aproxima-se e enfia a cabeça pela janela do condutor, inspeccionando o interior do carro e olhando fixamente para as nossas caras. Fala com Abdul em árabe, pedindo os passaportes e, ao pegar no meu, diz num tom curioso: «Ah… Portugal». Folheia algumas páginas, dá um passo atrás, mas volta a espreitar pela janela logo a seguir: «Trazem álcool?», pergunta, num inglês esforçado. Dizemos que não, quase em coro. Esboçando um sorriso, devolve-me os documentos e dá uma palmada no tejadilho do carro: «You can go. Welcome to Gaza».

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Parto hoje para terras longínquas... Durante os próximos dias, será normal que este blog não tenha a actualização devida. Mas, assim que puder, prometo dar notícias.
Até já...

obama presidente


Change has come to America.

Now, let's hope he can change the world...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

primeiros jornalistas internacionais em Gaza

(Foto: Ali Ali/EPA)
Com o frágil cessar-fogo de 8 dias, decretado ontem pelo Hamas, na sequência do anúncio do fim das hostilidades de Israel, no dia anterior, um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros conseguiu, finalmente, entrar em Gaza. Aqui fica o primeiro relato de Donald Macintyre, do diário britânico Independent.

sábado, 17 de janeiro de 2009

a tragédia pessoal de um médico palestiniano

Um médico palestiniano que estudou e trabalhou em Israel passou as últimas semanas a vestir o papel de jornalista, comentando os acontecimentos em Gaza para o canal 10 israelita. Hoje, em directo, contou desesperado que a sua casa acabara de ser bombardeada, matando 3 das suas filhas, ferindo gravemente outra e vários membros da família e vizinhos. O jornalista israelita fez o que pode para ajudar e, com os seus contactos junto do exército hebraico, conseguiu que deixassem uma ambulância palestiniana levar os feridos mais graves até à fronteira e, daí, transportá-los para hospitais em Israel. O médico palestiniano também viajou com a sua filha ferida e deu uma conferência de imprensa muito emotiva, perguntando ao povo hebraico se pensam mesmo que é à custa de vida de inocentes que se constrói a paz.
As suas filhas morreram no dia em que o governo israelita se prepara para anunciar um cessar-fogo unilateral - apesar de não ter conseguido terminar com a «guerra dos rockets». Só este sábado cairam 25 foguetes do Hamas no Sul de Israel.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um português na Casa Branca

Esta é a primeira foto oficial do Presidente Obama. O seu autor é luso-descendente, chama-se Pete Souza e já tinha trabalhado na Casa Branca nos tempos de Ronald Reagan. Souza tem 54 anos e conheceu Obama em 2004, quando este concorria para o lugar de senador. O descendente de açoreanos era fotógrafo do Chicago Tribune (que hoje dá a notícia da sua nomeação) e, nessa qualidade, acompanhou o primeiro ano de Obama no Senado e viajou com ele ao Quénia, à África do Sul e à Rússia. No Verão passado editou um livro com muitas dessas imagens, intitulado The Rise of Barack Obama, um dos «best-sellers» do ano na lista do New York Times.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ronaldo, on the top of the world

pausa informativa

Este blogue fala de jornalismo internacional mas esta «pausa informativa» não se desvia muito do tema. O Rodrigues da Silva era um homem raro e as suas crónicas seriam sempre boas em qualquer parte do mundo.
Um cancro forçou-o à reforma, em Outubro, e levou-o no sábado passado. Manuel Halpern, colega do JL, deu-nos a notícia:


Morreu o Rodrigues da Silva...
...o nosso amigo, o Zé Manel, o último editor de infantaria, o jornalista do eu, o que escrevia as breves, o da escrita gaga, o que aspirava livros, o que um dia disse a uma doutora de um instituição muito importante «não me copule», o que tinha a cagança de nunca votar no PS e queria que se soubesse, o que odiava reuniões, o que detestava «coquetéles», o que sentia falta de uma história dos jornalistas, o que proibia a palavra «evento» e dizia que «incontornável» era uma pessoa muito gorda, o que fazia um blogue de parede, o que não perdia tempo a dizer mal de um filme quando havia outros com coisas boas para se dizer, o inventor das palavras «conanas» e «lambéconas», o primeiro jornalista a entrevistar António Lobo Antunes, o maior defensor do Manoel de Olivieira, o professor que só dava vintes, o que dizia «podes escrever sobre pop desde não me obrigues a ouvir essa merda», o que fazia crónicas que falavam sobre tudo e até sobre cinema, o que considerava Portugal um país tão pequeno que não dava para a tragédia apenas para o drama, o que achava que todos os grandes jornalistas acabam esquecidos.


Nós não nos esquecemos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

peace, not war

«The assault on Gaza, no matter how it ends, will not ease the Jewish state's existential anxiety. Peace, not war, is its only hope.»
Para ler na edição da Time que chega hoje às bancas.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

na primeira pessoa

O jornalista palestiniano Fares Akram é correspondente do jornal britânico Independent. Vive em Gaza e hoje escreveu sobre a morte do seu pai - um advogado reformado que agora se dedicava à agricultura, no norte da Faixa. Foi uma das primeiras vítimas da invasão terrestre de Israel.
«The phone call came at around 4.20pm on Saturday. A bomb had been dropped on the house at our small farm in northern Gaza. My father was walking from the gate to the farmhouse at the time. It was our beloved place, that farm and its two-storey white house with a red roof. Nestled in a flat fertile agricultural plain north-west of Beit Lahiya, it had lemon groves, orange and apricot trees and we had recently acquired 60 dairy cows.

It was the closest farm to the northern border with Israel. Ironically, we always thought the biggest danger there was not from Israeli troops, who usually went straight past if they were mounting an incursion, but from stray Hamas rockets aimed at the Israeli towns north of us.
But shortly before sunset on Saturday, as Israeli ground troops and tanks invaded Gaza in the name of shutting down Hamas rocket sites, the peace of that place was shattered and my father's life extinguished at the age of 48. Warplanes and helicopters had swept in, bombing and firing to open up the space for the tanks and ground forces that would follow in the darkness. It was one of those F16 airstrikes that killed my father.

The house was reduced to little more than powder, and of Dad there was nothing much left either. "Just a pile of flesh," my uncle, who found him in the rubble, said later with brutal honesty.

Like most Gazans, my mother, my sisters and my wife – who is nine months' pregnant – and I have spent the past week of the Israeli onslaught trapped inside our flat in the city. But my father had decided to stay up at the farm; he knew it would be impossible to get back to tend the livestock if the expected troop invasion began. But he called us every day.

The last time I saw him was on Thursday when he brought cash and a bag of flour. We talked about the imminent birth of my first child and how we would get my wife, Alaa, to hospital amid the bombing and chaos. Of course, on Saturday evening there was no hope of getting an ambulance up to the farm because the roads were cut off by the Israelis. So my uncle and brother drove the 8km and the rest of us sat, in shock, shivering in the dark apartment, bed covers over us to keep warm, the sound of non-stop tank shelling around us. Deep down we all knew Dad was dead. He would have been in or near the house, and if an F16 strikes directly at your house you know what it means.

They arrived to find a smoking pile of rubble. Most of the cows lay dead; others had run off injured. Mahmoud, a teenage relative, was with my father when the Israeli bomb smashed into the house. The force of the airstrike threw him 300 metres. They found Mahmoud's body in a neighbour's field.

We buried my father and Mahmoud yesterday morning in a very quick funeral, knowing Israeli tanks were just 3km away, on the outskirts of the city. We could hear the rattle of the machine-gun fire accompanying the tanks. The Israelis may say there were militants in the area of our farm, but I'll never believe it. The most advanced point for rocket-launchers is 6km south. Up at the border, it is just open farmland with nowhere to hide.

My father, Akrem al-Ghoul, was no militant. Born in Gaza and educated in Egypt, he was a lawyer and a judge who worked for the Palestinian Authority. After Hamas took over, he quit and turned to agriculture. Dad's father, Fares, who had been driven out of his home in what is now Israeli Ashkelon in 1948, had bought the land in the 1960s.

During the second intifada and until the Israelis withdrew from Gaza in 2005, the farm was taken over by Israeli settlers, but after 2005 we went there every holiday. In Gaza, the only escape is the beach or, if you are lucky enough, the farmland. My father hated what Hamas was doing to Gaza's legal system, introducing Islamist justice, and he completely opposed violence. He would have worked hard for a just settlement with Israel and a better future for Palestinians. When the PA gained control over the West Bank, he moved to Ramallah to help establish the courts there.

My grief carries no desire for revenge, which I know to be always in vain. But, in truth, as a grieving son, I am finding it hard to distinguish between what the Israelis call terrorists and the Israeli pilots and tank crews who are invading Gaza. What is the difference between the pilot who blew my father to pieces and the militant who fires a small rocket? I have no answers but, just as I am to become a father, I have lost my father.»

domingo, 4 de janeiro de 2009

uma boa notícia (para variar)

O fotógrafo José Cendon e o jornalista Colin Freeman, fotografados hoje, pouco depois da sua libertação. Foto: Reuters / Abdiqani Hassan Mahamud


Depois de 40 dias sequestrados por milícias na Somália, o fotógrafo espanhol José Cendon e o jornalista britânico Colin Freeman foram hoje libertados, sãos e salvos. Os jornalistas estavam na Somália ao serviço do jornal Daily Telegraph, que hoje noticia a sua libertação. O jornal britânico montou um gabinete de crise e mediou as negociações, com apoio diplomático do Reino Unido e de Espanha. Não é claro se foi pago algum resgate.
Os jornalistas, que se preparavam para regressar a casa depois de realizarem uma reportagem sobre os piratas somalis que têm atacado navios comerciais na região terão sido raptados com a cumplicidade dos seus tradutores na região. Foram levados para uma gruta na região montanhosa de Puntlandia onde, apesar das condições, não foram maltratados. No dia de Natal, os homens que os guardavam deixaram-nos até ouvir um pouco de rádio, deram-lhes panquecas e três cigarros extra. No dia a dia, «sobrevivemos de arroz, carne de cabra e Rothmans», contou hoje Freeman. «Tinha deixado de fumar em 1992 mas achei que esta era uma boa altura para recomeçar...»
Colin Freeman é um jornalista experiente na cobertura de conflitos armados, tal como José Cendon, fotógrafo premiado com o World Press Photo em 2007, com uma reportagem no Burundi.

sábado, 3 de janeiro de 2009

israel avança por terra

Começou a ofensiva terrestre do exército israelita sobre a Faixa de Gaza. A primeira notícia no Jerusalem Post descreve os primeiros combates, cara a cara, de israelitas e palestinianos. O ministro da defesa israelita fez uma comunicação ao país pedindo que se preparem para uma guerra longa e difícil.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Gaza, dia 7

Sexta-feira, 2 de Janeiro, Gaza: Funeral de Nizar Rayyan, nº 3 do Hamas, e das suas duas mulheres e quatro filhos, mortos na sequência de um ataque aéreo israelita Foto: Ashraf Amra/Associated Press
Economist, Gaza: the rights and wrongs. Israel was provoked, but as in Lebanon in 2006 it may find this war a hard one to end, or to justify
Guardian, Unity at any price (Opinião de Ian Black, editor de Médio Oriente). If Hamas and Fatah don't get back together, there will never be an independent, viable, united Palestinian state
Independent, Gazans face ‘humanitarian crisis’ as Israeli raids intensify. Aid agencies warn of looming disaster with supply shortage inflicting more suffering on families
El Pais, Hamás decreta el "Día de la Ira" y llama a atacar a Israel por todos los medios. El cruce fronterizo de Erez se abre este viernes para la salida de más de 400 extranjeros. Protestas violentas en Cisjordania. La aviación bombardea esta madrugada una mezquita
Washington Post, On Both Sides of the Border, Wounded Bodies and Minds. Fear Defines Conflict as Much as Missiles, Bombs and Blood
Jerusalem Post, Mashaal warns Israel: 'A black fate awaits you if you invade Gaza'. A videotape of Mashaal speaking was aired on Al-Jazeera Friday evening, where he said to Israeli leaders, "The blood of Gaza is the quickest way to bring about the end of your political lives."

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

leitura de ano novo

O destino do mundo está, na verdade, nas mãos de poucas pessoas. A Newsweek publica no primeiro número de Janeiro um ensaio interessante sobre o poder e elege as 50 figuras mais influentes do planeta, designando-as como «A Nova Elite Global». Os três primeiros lugares foram atribuídos a políticos: o lugar cimeiro é de Barack Obama, o segundo pertence ao presidente chinês Hu Jintao e, em terceiro lugar, surge a surpresa francesa: Nicolas Sarkosy. A meio da tabela merecem destaque Lula da Silva, Vladimir Putin e o Dalai Lama. E, apesar de surgirem na parte final da lista, também Osama Bin Laden e Hassan Nasrallah não são esquecidos...